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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pobres rubro-negros


O que dizer desse Flamengo? São tantas coisas ao mesmo tempo que fica até difícil.

Vamos em tópicos, talvez seja mais fácil de entender.

1) Joel não é culpado de tudo, mas é culpado de muita coisa. Não pode estar no Flamengo há meses e o time não ter um padrão tático, uma escalação definida. O Flamengo é uma zona dentro de campo. O elenco é fraco? É. Contra o Corinthians dois gols foram em erros individuais de Bottinelli e Renato? Sim. Mas a equipe poderia ser organizada, era o mínimo que se esperava.

2) A espinha dorsal do time nem é essa porcaria toda. Paulo Victor, Léo Moura, González, Ibson, Love. Se você tiver um camisa 10 decente, fica uma boa equipe. O problema é descobrir ou contratar esse 10. O maior problema, como sempre repito, é organizar minimamente o time.

3) A má fase dos principais jogadores também não ajuda. Aqueles que poderiam fazer a diferença, simplesmente não fazem absolutamente nada. A tal da espinha dorsal anda meio quebrada. Léo Moura tem passado mais tempo no estaleiro e, quando joga, é nulo. Love parou de fazer gols e Ibson não sabe se marca ou se tenta armar o time.

4) Renato merece um capítulo à parte. Contra o Corinthians deu um lindíssimo passe de calcanhar...para Douglas, jogador do time adversário. A rigor, só aparece na hora de cobrar as faltas. Por onde anda Muralha? Por que não testar Camacho, que fez boas partidas esse ano na posição? Renato é um dos líderes do elenco e pode ser complicado barrá-lo, mas já está mais do que na hora.

5) Um fato incontestável. Para ganhar do Flamengo, o adversário não precisa jogar muita bola (o Corinthians jogou bem, acalmem-se), basta deixar que os rubro-negros tentem jogar. O resultado é simples. A equipe de Joel não consegue. Se tem a bola, não sabe o que fazer com ela, perde, e sofre contra-ataques, o que ficou claro no jogo contra o Fluminense. No jogo de hoje, o Corinthians avançou a marcação e complicou a saída de bola que era feita pelos zagueiros e por Aírton. Chutões a esmo para frente e criação zero.

6) Da atual temporada, o que se pode destacar de positivo é uma coisa só. O lançamento de PV ao time titular. O jovem vem mostrando que merece a vaga, fazendo boas partidas e salvando o time muitas vezes, assim como fazia Julio Cesar. Hoje, inclusive, pegou um pênalti de Emerson quando o jogo estava 3x0.

7) Por fim, diretoria. Zinho está tentando fazer um bom trabalho, e até vem conseguindo. Pés no chão, honestidade, simplicidade, sem loucuras para contratar e organização no departamento. Mas está cercado de maus profissionais. Levys, Coutinhos e que tais estão aos montes na Gávea. Por quê? Pra que? Ninguém sabe. 

8) Tenho pena dos 14 mil infelizes que saíram de casa em um horário insólito, pagaram ingresso e enfrentaram as intempéries do tempo para ver o time do coração fazer essa vergonha. Pobres rubro-negros.

O Flamengo está mal

E não há perspectiva de melhora.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As certezas do Fla-Flu centenário

O Fluminense venceu o primeiro Fla-Flu em 1912 e, 100 anos depois, repetiu a dose.

O novo personagem que faz parte de mais um capítulo dessa história é Fred. Sem nunca ter marcado em confrontos dos dois times, parece ter esperado um momento especial para fazê-lo.

Com o gol do artilheiro, o Fluminense alcançou a quarta vitória seguida e agora é vice-líder da competição. Enquanto isso, o Flamengo segue em nono, no meio da tabela.

A partida serviu, ainda, para destacar algumas situações que já estavam bem claras nas rodadas anteriores.


O Fluminense tem um elenco forte, um técnico que conhece e sabe armar a sua equipe. Disciplinado taticamente, o tricolor plantou duas linhas de quatro na frente da própria área e esperou que o Flamengo atacasse. Como todos sabem, criatividade não é o forte do atual elenco rubro-negro. Assim, Abel deixou Fred e Wellinton Nem livres para puxar os contra-ataques. Faltou somente acertar os passes, já que o Flu errou vários durante o jogo. Mesmo fazendo uma partida muito abaixo do que pode, o Fluminense venceu sem sustos (exceto por duas cabeçadas do Flamengo, uma de Adryan e outra de Marllon).

O Flamengo, como dito acima, é um time nulo. Teve boa parte da posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Bottinelli tentava passes verticais e errava. Ibson, Renato e Amaral se contentavam em tocar a bola para trás e para os lados. Magal não conseguia profundidade pela lateral-esquerda. Luiz Antonio, improvisado na lateral-direita, fazia boas jogadas, mas não cruzava certo. E a zaga, novamente, falhou no gol adversário, dessa vez com González. Joel, com o emprego por um fio, fica na dúvida entre arriscar ou não. Colocou Adryan, mas tirou Diego Maurício. Só no fim do jogo resolveu partir para cima ao tirar Amaral e colocar Mattheus.

Fora de campo, as entrevistas chamam atenção. Mesmo com quatro vitórias seguidas, Abel mantém os pés no chão e diz, acertadamente, que "foi só mais um passo". Joel e Renato, por outro lado, enxergam uma melhora no Flamengo. O técnico rubro-negro afirmou que este deve ter sido o melhor jogo do Flamengo sob o comando dele. Sinal de que a situação é grave.

E desse jeito terminou o Fla-Flu centenário.

Com um novo personagem para a história do clássico

E com uma certeza para cada lado.

Enquanto o Flu vai bem

O Fla vai mal.

Simples assim.

domingo, 17 de junho de 2012

Otários são vocês

E aí, otário, está gostando do futebol apresentado pelo Flamengo neste Brasileirão 2012?

(Foto: Alexandre Loureiro)
Provavelmente não, né? Mas o problema é seu. Ninguém mandou ser trouxa, pagar ingresso, sair de casa no domingão com os amigos, com a família, sozinho, se deslocar até um estádio com acesso complicado para ver o jogo contra a equipe C do Santos. Isso mesmo, os reservas dos reservas. Tudo isso só para torcer para o seu time de coração. Time esse que apresenta um futebol sofrível, burocrático, lento, sem a menor criatividade e padrão tático nulo. Esqueci alguma coisa?

A meia dúzia de otários, segundo Renato Abreu (um dos muitos volantes escalados por Joel Santana), não tem o direito de ir ao estádio e vaiar um time que não está agradando nem um pouco. Jogador de futebol é pago, e muito bem, para jogar. O torcedor paga ingresso e, desde que não haja violência ou intimidação, pode vaiar se achar que os jogadores estão fazendo uma péssima partida. É direito do torcedor, goste Renato ou não. 

Se essa meia dúzia representa a torcida do Flamengo? Não, realmente não representa. Mas esses torcedores representam a si mesmos e não precisam aplaudir e sorrir feito bobos alegres. Renato só esquece que os otários de hoje, foram os ótimos torcedores de ontem, que já o apoiaram e o idolatraram. Agora, que vive o outro lado da moeda, ofende quem pega no pé dele. Pode ser que tenha respondido de cabeça quente e venha pedir desculpas depois, mas para quem vive um ano repleto de polêmicas, ofender a torcida, mesmo que uma pequena parte, não me parece uma atitude muito esperta, uma atitude de malandro.

Malandragem é jogar bem, é mostrar à torcida que ela pode ter esperança em um bom resto de ano, é saber respeitar a opinião do torcedor e estar ao lado dele.

Mas quer saber? O malandro Renato tem razão.

Porque perder o domingo e ainda gastar dinheiro com esse time

Só sendo muito otário mesmo.
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