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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma obra complicada


Você compra uma mansão e passa a ser o responsável por ela. Uma daquelas bem grandes, ostensivas, porém mal cuidada, carcomida. Tem vontade de reformá-la, ajeitá-la, mas falta aquele tino de arquiteto, engenheiro, decorador e tudo mais. 

O que fazer? Simples. Contratar todos os profissionais que sejam capazes de realizar esse trabalho de forma  eficaz, rápida e, acima de tudo, sem amadorismo. O problema é quando você chama essas pessoas, mas elas não são tão capacitadas assim. Você escolheu os seus amigos, a sua patotinha para te ajudar nessa difícil empreitada. Na base do coleguismo fica complicado, não acha?

Depois, pelo menos, você contrata um engenheiro, o responsável principal pela reforma da sua mansão. Ele chega, começa a comandar o mestre de obras e os operários com simplicidade, sinceridade, controlando os gastos. Este último, por sinal, é um grande problema. Você adquiriu a mansão, mas falta aquele suporte financeiro para levar o projeto adiante. Assim, você contrata peões medianos, um mestre de obras ultrapassado, um decorador meia-bomba, tudo dentro da mediocridade, até a matéria-prima.

Aí, esse engenheiro, por mais que tenha boa vontade e se esforce, não consegue fazer milagre, ainda mais estando só(Zinho) no meio de tanta bagunça. E o mestre de obras, além de ultrapassado, conta com peões pouco qualificados para realizar as tarefas que são designadas a cada um.

Aí é mais fácil demitir quem? Os responsáveis superiores que fazem parte da sua patotinha? Os diversos peões? Ou o mestre de obras? O mestre de obras, claro, mesmo que ele seja o menor dos problemas. E contrata logo outro. Que pode fazer alguma coisa, gerar uma mudança, mas estará submetido a mesma bagunça que o funcionário anterior.

Ao invés de você supervisionar, você tira uma licencinha, dá um pulinho em Londres, e deixa todo mundo largado aos questionamentos. Enquanto isso, a sua casinha menor, sua casa da Barbie, bem localizada, está lá, bonitinha, arrumada, cuidada, exposta aos olhos de quem passa.

Afinal, brincar de casinha é facil

Quero ver ajeitar a mansão.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pobres rubro-negros


O que dizer desse Flamengo? São tantas coisas ao mesmo tempo que fica até difícil.

Vamos em tópicos, talvez seja mais fácil de entender.

1) Joel não é culpado de tudo, mas é culpado de muita coisa. Não pode estar no Flamengo há meses e o time não ter um padrão tático, uma escalação definida. O Flamengo é uma zona dentro de campo. O elenco é fraco? É. Contra o Corinthians dois gols foram em erros individuais de Bottinelli e Renato? Sim. Mas a equipe poderia ser organizada, era o mínimo que se esperava.

2) A espinha dorsal do time nem é essa porcaria toda. Paulo Victor, Léo Moura, González, Ibson, Love. Se você tiver um camisa 10 decente, fica uma boa equipe. O problema é descobrir ou contratar esse 10. O maior problema, como sempre repito, é organizar minimamente o time.

3) A má fase dos principais jogadores também não ajuda. Aqueles que poderiam fazer a diferença, simplesmente não fazem absolutamente nada. A tal da espinha dorsal anda meio quebrada. Léo Moura tem passado mais tempo no estaleiro e, quando joga, é nulo. Love parou de fazer gols e Ibson não sabe se marca ou se tenta armar o time.

4) Renato merece um capítulo à parte. Contra o Corinthians deu um lindíssimo passe de calcanhar...para Douglas, jogador do time adversário. A rigor, só aparece na hora de cobrar as faltas. Por onde anda Muralha? Por que não testar Camacho, que fez boas partidas esse ano na posição? Renato é um dos líderes do elenco e pode ser complicado barrá-lo, mas já está mais do que na hora.

5) Um fato incontestável. Para ganhar do Flamengo, o adversário não precisa jogar muita bola (o Corinthians jogou bem, acalmem-se), basta deixar que os rubro-negros tentem jogar. O resultado é simples. A equipe de Joel não consegue. Se tem a bola, não sabe o que fazer com ela, perde, e sofre contra-ataques, o que ficou claro no jogo contra o Fluminense. No jogo de hoje, o Corinthians avançou a marcação e complicou a saída de bola que era feita pelos zagueiros e por Aírton. Chutões a esmo para frente e criação zero.

6) Da atual temporada, o que se pode destacar de positivo é uma coisa só. O lançamento de PV ao time titular. O jovem vem mostrando que merece a vaga, fazendo boas partidas e salvando o time muitas vezes, assim como fazia Julio Cesar. Hoje, inclusive, pegou um pênalti de Emerson quando o jogo estava 3x0.

7) Por fim, diretoria. Zinho está tentando fazer um bom trabalho, e até vem conseguindo. Pés no chão, honestidade, simplicidade, sem loucuras para contratar e organização no departamento. Mas está cercado de maus profissionais. Levys, Coutinhos e que tais estão aos montes na Gávea. Por quê? Pra que? Ninguém sabe. 

8) Tenho pena dos 14 mil infelizes que saíram de casa em um horário insólito, pagaram ingresso e enfrentaram as intempéries do tempo para ver o time do coração fazer essa vergonha. Pobres rubro-negros.

O Flamengo está mal

E não há perspectiva de melhora.
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