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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Com razão, sem coração


Fiquei por alguns segundos pensando em um jeito criativo para fazer o texto sobre a saída do Love. Não consegui imaginar nada além dos clichês mais batidos do mundo como "acabou o amor", "o amor se foi" e coisas afins. Depois pensei o porquê de não ter conseguido criar uma metáfora para essa situação e a conclusão a qual cheguei foi: Vagner Love não instiga minha criatividade e isso tem uma explicação.

Ele é apenas um bom jogador. Média 6, 7, e é isso. Assim mesmo. Objetivo, direto, frio. O agora ex-atacante do Flamengo faz bons jogos aqui e ali, mete uns gols, perde tantos outros e fim de papo. Boa parte da torcida não gostou da saída do jogador por dois motivos: ele é ídolo dos rubro-negros e, querendo ou não, foi aquele pequeno oásis de técnica em meio ao deserto rubro-negro durante todo o ano de 2012. A saída dele enfraquece o time? Sim, e muito. Mas, como dito acima, isso acontece simplesmente pelo fato do Flamengo ainda não ter jogadores, muito menos atacantes, que possam servir como referência dentro de campo.

O torcedor é imediatista. Obviamente os flamenguistas gostariam que a nova diretoria chegasse e montasse um elenco estelar, que brigasse por todos os títulos e pudesse ser campeão de tudo. Depois de um pífio 2012, ninguém quer mais um ano na seca. E a torcida tem razão, vencer campeonatos é a melhor coisa que tem. Mas a proposta dos novos diretores é outra. É vencer, mas a longo prazo. É fazer um clube forte que consiga se manter sempre no topo. Só que isso demanda tempo, e nem sempre o torcedor entende. 

Por que gastar um dinheiro que não tem, aumentar as dívidas e criar mais um problema, apenas para manter um jogador nota 7? Por que não se livrar dele, dos salários e da dívida com o clube russo, pensando em manter os salários dos outros jogadores em dia e dando credibilidade ao clube? A filosofia mudou. Passou do "não tenho dinheiro e compro mesmo assim" para "não tenho dinheiro e não vou comprar". Bola dentro da diretoria, que agiu com a razão e sem o coração.

Seja paciente, torcedor. São atitudes como essa, profissionais, que o Flamengo precisa para voltar a ser bem visto no mercado por empresas, jogadores, treinadores e todos aqueles que fazem parte do meio futebolístico. São atitudes assim que levam qualquer clube a sair de um momento ruim e tornar a ser grande. 

Quem quer ser campeão carioca todo ano e ganhar um título importante a cada 10, 20 anos, vai sentir falta de Vágner Love e criticar a postura da diretoria.

Quem espera um clube forte, capaz de atrair mais jogadores acima da média e que esteja no topo sempre, vai entender.

A saída de Vágner Love pode significar a perda do Cariocão 2013 ou a conquista de inúmeros troféus mais importantes daqui a alguns anos.

São duas possibilidades. Uma pequena tristeza momentânea ou imensas alegrias futuras. Só depende de como cada torcedor enxerga a questão.

E para não desperdiçar o clichê,

Acabou o amor.

Começou o profissionalismo.

domingo, 19 de agosto de 2012

Clássico é Clássico

(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Clássico é clássico e vice-versa. O maior clichê do futebol e, certamente, uma das maiores verdades.

O time A está mal, capenga, completamente desorganizado. Vive uma sequência de crises daquelas, problemas e mais problemas. A equipe joga mal, o técnico não consegue encaixar o padrão tático, o craque só arruma confusão. Muda o técnico, mas o elenco continua deixando a desejar. Troca-se uma peça aqui, outra ali, coloca um jovem da base, contrata um ou outro jogador e o time, pelo menos, fica mais organizado, mas ainda aquém do tamanho do clube e do que esperam os torcedores. Quando vem o clássico, o torcedor se apega ao ditado para ter a mínima esperança, e torce para não levar aquela chinelada.

O time B está bem, brigando nas cabeças. O técnico, sabe-se lá porquê, é cornetado toda rodada, vença, empate, ou perca. O time é bom, arrumado, com uma espinha dorsal pronta. Perdeu jogadores que eram titulares absolutos, mas continua jogando praticamente no mesmo nível. Também tem as suas carências no elenco, mas é superior ao rival. Quando vem o clássico, o torcedor logo se agiganta, sacaneia o amigo, diz que vai ser aquele chocolate. Tem até razão em pensar assim, basta olhar a tabela e o desempenho das duas equipes em campo.

Mas ai, entra a máxima do futebol. Clássico é clássico e vice-versa.

O jogo começa igual e, depois, o time B começa a dominar mais as ações, o que já era esperado. Perde um, dois, três gols. O time A pouco cria. Então, o ex-lateral-esquerdo do time B, agora no time A, pega uma bola no meio-campo, carrega, limpa a marcação e chuta mal. Uma bola fácil para o goleiro. Mas... clássico é clássico. A bola, vadia que só ela, quica na frente do goleiro, que falha, e solta no pé do matador do time A, como quem diz: "faz". E ele fez. Depois, o time B atacou, atacou e atacou. O time A defendeu, defendeu e defendeu. Na brincadeira defesa versus ataque, o time A foi superior, e venceu.

No futebol existe o favoritismo, só que para os jogos normais.

Porque como diz o clichê:

Clássico é clássico e vice-versa.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pobres rubro-negros


O que dizer desse Flamengo? São tantas coisas ao mesmo tempo que fica até difícil.

Vamos em tópicos, talvez seja mais fácil de entender.

1) Joel não é culpado de tudo, mas é culpado de muita coisa. Não pode estar no Flamengo há meses e o time não ter um padrão tático, uma escalação definida. O Flamengo é uma zona dentro de campo. O elenco é fraco? É. Contra o Corinthians dois gols foram em erros individuais de Bottinelli e Renato? Sim. Mas a equipe poderia ser organizada, era o mínimo que se esperava.

2) A espinha dorsal do time nem é essa porcaria toda. Paulo Victor, Léo Moura, González, Ibson, Love. Se você tiver um camisa 10 decente, fica uma boa equipe. O problema é descobrir ou contratar esse 10. O maior problema, como sempre repito, é organizar minimamente o time.

3) A má fase dos principais jogadores também não ajuda. Aqueles que poderiam fazer a diferença, simplesmente não fazem absolutamente nada. A tal da espinha dorsal anda meio quebrada. Léo Moura tem passado mais tempo no estaleiro e, quando joga, é nulo. Love parou de fazer gols e Ibson não sabe se marca ou se tenta armar o time.

4) Renato merece um capítulo à parte. Contra o Corinthians deu um lindíssimo passe de calcanhar...para Douglas, jogador do time adversário. A rigor, só aparece na hora de cobrar as faltas. Por onde anda Muralha? Por que não testar Camacho, que fez boas partidas esse ano na posição? Renato é um dos líderes do elenco e pode ser complicado barrá-lo, mas já está mais do que na hora.

5) Um fato incontestável. Para ganhar do Flamengo, o adversário não precisa jogar muita bola (o Corinthians jogou bem, acalmem-se), basta deixar que os rubro-negros tentem jogar. O resultado é simples. A equipe de Joel não consegue. Se tem a bola, não sabe o que fazer com ela, perde, e sofre contra-ataques, o que ficou claro no jogo contra o Fluminense. No jogo de hoje, o Corinthians avançou a marcação e complicou a saída de bola que era feita pelos zagueiros e por Aírton. Chutões a esmo para frente e criação zero.

6) Da atual temporada, o que se pode destacar de positivo é uma coisa só. O lançamento de PV ao time titular. O jovem vem mostrando que merece a vaga, fazendo boas partidas e salvando o time muitas vezes, assim como fazia Julio Cesar. Hoje, inclusive, pegou um pênalti de Emerson quando o jogo estava 3x0.

7) Por fim, diretoria. Zinho está tentando fazer um bom trabalho, e até vem conseguindo. Pés no chão, honestidade, simplicidade, sem loucuras para contratar e organização no departamento. Mas está cercado de maus profissionais. Levys, Coutinhos e que tais estão aos montes na Gávea. Por quê? Pra que? Ninguém sabe. 

8) Tenho pena dos 14 mil infelizes que saíram de casa em um horário insólito, pagaram ingresso e enfrentaram as intempéries do tempo para ver o time do coração fazer essa vergonha. Pobres rubro-negros.

O Flamengo está mal

E não há perspectiva de melhora.
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