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domingo, 17 de março de 2013

Quase

(Foto: Paulo Sergio / Lancepress)
No intervalo do jogo entre Vasco e Volta Redonda, Bruno Mazzeo foi preciso. "O Vasco é o time do quase. O Nei é quase um bom lateral, o Éder Luis é quase um bom atacante", brincou o comediante. E não é que ele tem razão?

No primeiro tempo o Vasco quase não atacou.
O goleiro Gatti quase não teve trabalho. 
No gol do Voltaço Dedé quase alcançou a bola e Alessandro quase conseguiu espalmar.
Dakson tentou cruzar e quase fez um golaço. A bola parou no travessão.
Depois foram quase chutes, quase cruzamentos, quase gol.
No último lance, quase Carlos Alberto conseguiu empurrar para o barbante.

Quase.

No intervalo o Gaúcho quase soube explicar os motivos do Vasco jogar tão mal.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo o Éder Luís quase marcou.
Dois minutos depois o Wendel quase acertou um chutaço.
Bernanrdo entrou e quase fez um gol.
Éder Luís continuou no quase. Quase acertou alguma coisa.
Carlos Alberto quase fez bons lançamentos.
Yotun quase teve sucesso nas jogadas que tentou.
Romário quase cabeceou para o gol.
Gaúcho quase conseguiu mudar o resultado com as substituições.

Mas, como disse Bruno Mazzeo, foi mesmo o dia do quase.

Quase que o Vasco teve dia de Vasco.

Quase que o Vasco não perdeu para o Volta Redonda.

Quase, né?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A apoteose de Rafinha

(Foto: Rudy Trindade / VIPCOMM)
Quem diria que um pequeno e magrelo garoto, disputando o seu primeiro clássico, poderia fazer o que fez? Ninguém esperava que Rafinha pudesse decidir o jogo contra o maior rival. Provavelmente nem ele esperava isso. O jogo superou todas as expectativas e o camisa 11 rubro-negro tratou de chamar a atenção para si sem a menor timidez ou embaraço. 

Talvez nem fosse o melhor dia para dar um show. Clássico em uma quinta-feira, horário insólito, ainda nas rodadas iniciais, e ambos os clubes em reconstrução. Seria o típico jogo para empate. Seria, quem sabe, se Rafinha não estivesse em campo. Se Rafinha não corresse tanto. Se Rafinha não participasse dos quatro gols. Se Rafinha não marcasse um golaço. Se Rafinha não fosse Rafinha. Mas, afinal, quem é Rafinha?

Ao sair do CFZ para o Fla, o jogador serviu como muleta para uma polêmica. Capitão Léo acusou Zico de prejudicar o clube da Gávea no acordo CFZ-Flamengo (relembre aqui). À época, um dos jogadores que chegou ao rubro-negro foi o atacante. Na base, Rafinha teve bom desempenho, mas sempre chamou atenção pelo aspecto franzino. E pela velocidade, claro.

Nos profissionais, era difícil imaginar que ele seria titular e, mais ainda, começaria a fazer a diferença. Jogo após jogo, o rendimento de Rafinha vem crescendo e isso culminou com uma grande atuação justamente contra o Vasco. Ao participar de todos os gols e infernizar a defesa adversária, inclusive Dedé, Rafinha se transformou em um pequeno notável. Ainda há muito o que fazer? Sim, mas o começo é animador, principalmente para a torcida do Flamengo, que anda tão carente de ver jogadores vindos da base fazerem sucesso e, ao mesmo tempo, pode ter esperança em ter um time qualificado.

O Carnaval é só na semana que vem, mas Rafinha antecipou a festa rubro-negra.

Desfilou pelo gramado do Engenhão como se fosse sua apoteose particular e fez um baile de proporções inversas.

Pequeno artista,

Grande Carnaval.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Resumão do primeiro turno

Fim do primeiro turno. Bom momento para refletir, analisar, e fazer um levantamento do que fizeram os times até então. Claro que, por acompanhar mais de perto, destacaremos os clubes cariocas.


Fluminense (2° lugar) 

Apresentou um futebol muito aquém do que se esperava, principalmente pelo elenco que tem. Jogou feio, como dizem. Ainda sofre com a ausência de Deco e, algumas vezes, de Fred. Thiago Neves começou a se soltar no fim do turno. O futebol pode não ter sido o esperado, mas o resultado, sim. Segundo colocado, com apenas um ponto atrás do líder Atlético-MG (que tem um jogo a menos). Se deixar o departamento médico vazio, vai brigar até o fim com chances reais de ser campeão, até por ter o melhor elenco do país. Em 19 jogos foram 12 vitórias, 6 empates e apenas uma derrota (Grêmio, no Olímpico), com aproveitamento de 73,7%.


 Vasco (4° lugar)

Começou o campeonato bem e, no fim do turno, caiu de produção. Perfeitamente compreensível se observarmos os motivos. Negociou Diego Souza, Fágner e Rômulo, três titulares absolutos. Juninho não vem decidindo tanto e Alecsandro não marca há 7 jogos. Dedé, desde que voltou de lesão, também não tem atuado no seu mais alto nível. O goleiro e o técnico são questionados em todos os jogos (algumas vezes com razão, outras não). E o elenco não é tão qualificado para suprir tantos problemas. Nos últimos sete jogos, ganhou apenas um, perdendo confrontos diretos para Atlético-MG e Fluminense. Em 19 jogos foram 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas, com aproveitamento de 61,4%. Ainda briga pelo título, mas deve lutar mesmo pela Libertadores.


Botafogo (7° lugar)

O Glorioso foi irregular durante todo o turno. Não encaixou grande sequência de vitórias, derrotas ou empates. Ora um, ora outro. Tem um bom time no meio de campo, mas sem centroavantes e uma defesa não tão confiável, excetuando-se o goleiro Jefferson. Perdeu Herrera, Loco Abreu, e simplesmente não repôs as peças. A presença da torcida acompanha a fase do time. Nem mesmo Seedorf, craque mundialmente consagrado, é capaz de levar torcedores ao Engenhão. Se Oswaldo de Oliveira conseguir acertar o time, mesmo com as limitações, deve brigar pela Libertadores. Do contrário, somente Sul-Americana. Em 19 jogos foram 8 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, com aproveitamento de 49,1%.


Flamengo (9° lugar)

Pelo elenco e inúmeras crises, a posição é até lucro. A eterna busca por um camisa 10 não deu em nada e o time deve seguir até o fim do ano jogando com volantes no meio de campo. Vágner Love segue sendo um oásis no deserto rubro-negro e vem fazendo importantes gols. As chegadas de Adriano e Liédson não devem mudar muita coisa, ao contrário de Cáceres, que vem desempenhando importante papel na proteção à defesa. O mais correto é deixar Dorival Júnior, que organizou o time, implantar o seu estilo de trabalho e pensar em 2013, quando precisará de um elenco mais qualificado. Com as eleições tendo passado, é normal que o caldeirão ferva menos a partir do fim do ano. Em 18 jogos (tem um a fazer contra o Atlético-MG) foram 7 vitórias, 5 empates e 6 derrotas, com aproveitamento de 48,1%. Ao fim, se classifica para a Sul-Americana.

domingo, 19 de agosto de 2012

Clássico é Clássico

(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Clássico é clássico e vice-versa. O maior clichê do futebol e, certamente, uma das maiores verdades.

O time A está mal, capenga, completamente desorganizado. Vive uma sequência de crises daquelas, problemas e mais problemas. A equipe joga mal, o técnico não consegue encaixar o padrão tático, o craque só arruma confusão. Muda o técnico, mas o elenco continua deixando a desejar. Troca-se uma peça aqui, outra ali, coloca um jovem da base, contrata um ou outro jogador e o time, pelo menos, fica mais organizado, mas ainda aquém do tamanho do clube e do que esperam os torcedores. Quando vem o clássico, o torcedor se apega ao ditado para ter a mínima esperança, e torce para não levar aquela chinelada.

O time B está bem, brigando nas cabeças. O técnico, sabe-se lá porquê, é cornetado toda rodada, vença, empate, ou perca. O time é bom, arrumado, com uma espinha dorsal pronta. Perdeu jogadores que eram titulares absolutos, mas continua jogando praticamente no mesmo nível. Também tem as suas carências no elenco, mas é superior ao rival. Quando vem o clássico, o torcedor logo se agiganta, sacaneia o amigo, diz que vai ser aquele chocolate. Tem até razão em pensar assim, basta olhar a tabela e o desempenho das duas equipes em campo.

Mas ai, entra a máxima do futebol. Clássico é clássico e vice-versa.

O jogo começa igual e, depois, o time B começa a dominar mais as ações, o que já era esperado. Perde um, dois, três gols. O time A pouco cria. Então, o ex-lateral-esquerdo do time B, agora no time A, pega uma bola no meio-campo, carrega, limpa a marcação e chuta mal. Uma bola fácil para o goleiro. Mas... clássico é clássico. A bola, vadia que só ela, quica na frente do goleiro, que falha, e solta no pé do matador do time A, como quem diz: "faz". E ele fez. Depois, o time B atacou, atacou e atacou. O time A defendeu, defendeu e defendeu. Na brincadeira defesa versus ataque, o time A foi superior, e venceu.

No futebol existe o favoritismo, só que para os jogos normais.

Porque como diz o clichê:

Clássico é clássico e vice-versa.
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