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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cenários

(Foto: Jefferson Bernardes / AFP)

O cenário não era dos melhores. 

O Fluminense entrou em campo sem três titulares e Deco, que só não é titular porque se machuca demais, jogador capaz de mudar uma partida. Depois da derrota para o Grêmio no Rio, e considerando que o último jogo é em casa, contra a equipe mais fraca do grupo, o empate estava de bom tamanho. Mas no futebol todas as verdades mudam em apenas um lance.

Com a expulsão de Cris, o Grêmio foi obrigado a recuar. O cenário, então, era completamente outro. E mesmo sem o seu principal trio em campo, a vitória já passava a ser um resultado quase obrigatório. O "quase" é necessário porque mesmo com o empate o Flu só depende de si para se classificar. Com a vantagem numérica, esperava-se uma pressão no tricolor gaúcho, mas isso esteve longe de acontecer, apesar de algumas boas chances criadas.

Criadas e perdidas. O tricolor carioca mostrou porque Fred faz tanta falta em momentos decisivos. Rhayner, Sóbis, Wagner, todos tiveram e perderam oportunidades. Talvez, com o artilheiro em campo, o placar fosse diferente e o Flu chegasse mais tranquilo na última rodada. Quem também poderia mudar o jogo era Felipe. Mas, sem razão aparante, Abel só o colocou em campo quase aos 40 minutos do segundo tempo. 

Com o empate, praticamente nada muda para o Fluminense. Basta vencer em casa para se classificar.

O cenário começou ruim e poderia ter terminado melhor.

Mas ficou de bom tamanho.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cores quentes, frias e um tricolor campeão


No universo das artes existem cores quentes e frias. E elas não são flexíveis, não mudam de lado ao bel prazer do artista. Cor quente é cor quente, cor fria é cor fria. As quentes são vermelha, amarela e laranja, enquanto as frias são verde, azul e violeta. Branco e preto são cores neutras. Deixemos a aula de artes de lado e passemos ao campo de jogo.

Se o futebol tem a mania de subverter a ordem natural da vida em diversas situações, o Fluminense fez o mesmo com a regra das cores para ser o Campeão Brasileiro de 2012. Misturou as três cores que traduzem tradição (licença poética do autor para substituir o vermelho pelo grená), cada qual pertencente a um grupo, e criou um ser híbrido. Um time quente e frio ao mesmo tempo (grená e verde), além de ser neutro (branco), chegando a fingir certo desinteresse em alguns momentos das partidas. 

E a equipe só conseguiu atingir, digamos, esses estados térmicos, graças a alguns jogadores específicos. Diego Cavalieri e Gum, provavelmente os melhores goleiro e zagueiro do Brasileirão, respectivamente, abusaram da frieza ao defender o Flu tantas e tantas vezes. Assim como Deco e Jean, que comandaram o meio-campo tricolor com maestria e eficiência tática em muitas oportunidades. No extremo oposto, Fred e Wellington Nem esquentaram as defesas adversárias. O jovem atacante infernizou zagueiros, volantes e laterais com seus dribles rápidos, condução de bola veloz e até passes para gols, sendo extremamente importante na proposta tática do Fluminense, que era contra-atacar.

O que falar de Fred? Fred foi o mais puro vermelho, ou grená, no sistema de cores do Flu. A cor mais vibrante, mais explosiva, a cor quente mais importante. O centroavante já marcou 19 gols no campeonato e é o artilheiro isolado da competição. Foi decisivo para que o time das Laranjeiras conquistasse 31 dos 76 pontos que tem até o momento, ou seja, em jogos que o Flu empatou ou venceu por um gol de diferença, Fred marcou. O único que parece não enxergar que Fred está pegando fogo é Mano Menezes, que insiste em não convocá-lo para a Seleção Brasileira.

Além desses jogadores, outras peças foram fundamentais para o Tetracampeonato do Fluminense. No sistema de cores, eles seriam as quentes e frias secundárias. Thiago Neves, Carlinhos, Rafael Sóbis, Edinho, Samuel, Leandro Euzébio... em um jogo ou outro esses jogadores acabaram sendo os destaques, mas nada que alterasse o protagonismo dos citados anteriormente.

No Brasileirão 2012, temos um Tetracampeão. Um tetra em três cores.

E se são frias, quentes ou neutras, no fim das contas, tanto faz.

O que importa é que o verde, o grená e o branco são as cores campeãs.

domingo, 30 de setembro de 2012

A vitória da liberdade


O Fla-Flu foi um jogo bem movimentado. Chances para os dois lados, pênalti perdido pelo Flamengo, bolas na trave do Fluminense, golaço de Fred - mais um - e bons motivos para os dois lados comemorarem.

Os rubro-negros podem ficar felizes porque começam a ver um time dentro de campo. Organizado, aplicado, raçudo. O esquema, com dois volantes, dois meias e dois atacantes de ofício, tem dado certo e é a hora de Dorival não mudar mais. Que mudem as peças, não a formação. Comparando os elencos, obviamente o Fluminense era considerado favorito. Mas foi o Flamengo quem dominou o jogo, teve mais posse de bola. 

As oportunidades mais claras foram de Cléber Santana, que isolou uma chance quase embaixo da trave, Bottinelli, que perdeu um pênalti, e Nixon, que acertou bonita cabeçada para defesa de Cavalieri. O Flamengo ainda briga para não cair, mas o panorama mudou. Nos 3 últimos jogos, contra os 3 primeiros colocados, fez partidas convincentes, que indicam um caminho menos complicado na luta contra o rebaixamento.

Para o Fluminense, o resultado é o que importa. E é isso que deve valer até o fim do campeonato. Jogar mal tem sido uma regra, assim como vencer. Hoje, mais uma vez, foi o que aconteceu. O Flu jogou atrás, explorou os contra-ataques e decidiu o jogo na liberdade e no talento. Thiago Neves, autor de duas bolas na trave em cobranças de falta, rolou para Deco, completamente sozinho, cruzar para Fred. O artilheiro do brasileiro apareceu livre, como se não precisasse ser marcado, e fez o que sabe de melhor. Gol. Golaço. 

Depois, foi a vez de Cavalieri ser o Fred da defesa. Pegou pênalti e cabeçada à queima-roupa. Apesar de jogar mal, o Flu é líder, tem o artilheiro do campeonato, melhor ataque, melhor defesa. Não tem como discutir. É o melhor time do campeonato. Pode não ser o que joga mais bonito, mas certamente é o mais eficiente.

Diante dos fatos, só uma catástrofe será capaz de tirar o título do Flu nas 11 rodadas que restam.

A 6 pontos do segundo colocado, o tricolor continua cada vez mais líder.

E se Deco e Fred tiveram liberdade no lance do gol,

O Fluminense tem liberdade em sua estrada.

Basta olhar para frente.

Afinal, não há ninguém para atrapalhar a vista.

domingo, 9 de setembro de 2012

Carta aberta ao Fred

Fred,

Eu reconheço, te admiro. Você é um baita centroavante. Provavelmente o melhor do Brasil. Mas você poderia ser muito, muito mais. Só que parece que você não quer, e eu não entendo isso. Você ganha salário de jogador europeu, tem o melhor elenco do Brasil ao seu lado e poderia ser artilheiro de todas as competições que joga. Poderia, inclusive, ser o 9 da Seleção Brasileira, essa camisa que anda precisando tanto de um cara como você.

Um cara que sabe fazer gols plásticos, que só aqueles que têm muita qualidade técnica sabem fazer, e gols feios, de centroavante cascudo, brigador, que também sabe trombar com os zagueiros. Mas não sei o que se passa com você. Por vezes é indolente, como quem diz: "tô nem ai". Parece que fica esperando receber uma chuva de críticas só para ter o gostinho de provar que você é o melhor. Quando as críticas vêm, você entra, mata a pau e acaba com o jogo. O problema é que só faz isso quando quer. E nem sempre você parece querer.


Você precisa entender, Fred, que existe uma grande diferença entre você e os outros. Os caras treinam, jogam, levam a sério, não têm notícias relacionadas com mil noitadas e... fazem menos gol que você. Quanta diferença! Com o menor esforço, você fica no mesmo nível deles ou sempre um degrau acima. Imagina se você se esforçasse de verdade, se quisesse todos os dias? Ia ficar ruim para o resto, não acha?

Você já foi atacante de seleção, fez gol em Copa do Mundo, já jogou na Europa - e poderia jogar de novo, garanto - mas parece que nada disso te importa. Se você levasse um pouquinho, só um pouquinho mais a sério, e evitasse a rota do departamento médico, você jogaria em qualquer clube que faz parte de um dos grandes centros do futebol. Não que você precise sair do Brasil, me entenda. Você só precisa fazer aquilo que sabe de melhor: jogar bola, sacudir o barbante.

Pensa nisso e imagina o bem que você faria ao Brasil e, principalmente, ao Fluminense.

Pensa nisso. E jogue bola.

Assim, vão existir muitos caras por aí

Mas você será o maior deles.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

As certezas do Fla-Flu centenário

O Fluminense venceu o primeiro Fla-Flu em 1912 e, 100 anos depois, repetiu a dose.

O novo personagem que faz parte de mais um capítulo dessa história é Fred. Sem nunca ter marcado em confrontos dos dois times, parece ter esperado um momento especial para fazê-lo.

Com o gol do artilheiro, o Fluminense alcançou a quarta vitória seguida e agora é vice-líder da competição. Enquanto isso, o Flamengo segue em nono, no meio da tabela.

A partida serviu, ainda, para destacar algumas situações que já estavam bem claras nas rodadas anteriores.


O Fluminense tem um elenco forte, um técnico que conhece e sabe armar a sua equipe. Disciplinado taticamente, o tricolor plantou duas linhas de quatro na frente da própria área e esperou que o Flamengo atacasse. Como todos sabem, criatividade não é o forte do atual elenco rubro-negro. Assim, Abel deixou Fred e Wellinton Nem livres para puxar os contra-ataques. Faltou somente acertar os passes, já que o Flu errou vários durante o jogo. Mesmo fazendo uma partida muito abaixo do que pode, o Fluminense venceu sem sustos (exceto por duas cabeçadas do Flamengo, uma de Adryan e outra de Marllon).

O Flamengo, como dito acima, é um time nulo. Teve boa parte da posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Bottinelli tentava passes verticais e errava. Ibson, Renato e Amaral se contentavam em tocar a bola para trás e para os lados. Magal não conseguia profundidade pela lateral-esquerda. Luiz Antonio, improvisado na lateral-direita, fazia boas jogadas, mas não cruzava certo. E a zaga, novamente, falhou no gol adversário, dessa vez com González. Joel, com o emprego por um fio, fica na dúvida entre arriscar ou não. Colocou Adryan, mas tirou Diego Maurício. Só no fim do jogo resolveu partir para cima ao tirar Amaral e colocar Mattheus.

Fora de campo, as entrevistas chamam atenção. Mesmo com quatro vitórias seguidas, Abel mantém os pés no chão e diz, acertadamente, que "foi só mais um passo". Joel e Renato, por outro lado, enxergam uma melhora no Flamengo. O técnico rubro-negro afirmou que este deve ter sido o melhor jogo do Flamengo sob o comando dele. Sinal de que a situação é grave.

E desse jeito terminou o Fla-Flu centenário.

Com um novo personagem para a história do clássico

E com uma certeza para cada lado.

Enquanto o Flu vai bem

O Fla vai mal.

Simples assim.
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