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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Verdadeiro clássico

Léo Moura comemora o gol de Hernane
Um clássico jogado como clássico. Lá e cá, dois times atacando, procurando o gol e dando espetáculo para as torcidas. Tirando a vergonhosa carga de ingressos colocados à venda, Botafogo e Flamengo podem se orgulhar de terem feito um jogo que possui a alcunha de clássico, um jogo pelo qual valeu a pena parar durante 90 minutos e assistir.

Seedorf e Fellype Gabriel pelo lado do Botafogo e Rafinha e Ibson pelo lado do Flamengo foram os principais destaques. Muito bem assessorados e coadjuvados por Hernane (que fase, até com a canela está fazendo gol), Rodolfo (que perdeu um gol incrível mas foi muito bem) e Lodeiro (sempre regular). Claro que o resultado foi mais positivo para o Flamengo, que garantiu a melhor campanha da primeira fase e o direito de empatar na fase final. Para o Glorioso, faltou um pouco mais de pontaria, principalmente no começo do jogo, quando teve duas boas chances desperdiçadas. Depois, a maioria dos chutes foi em cima de Felipe.

E se os clássicos precisam ter um ingrediente a mais, a canela de Hernane deu o gosto da vitória para os flamenguistas. Do lado alvinegro, faltou entender a invenção de Oswaldo, colocando Julio César como volante, que não funcionou. Também não ajuda o Botafogo a má fase de Bruno Mendes. Se ano passado o jovem atacante conquistou o coração da torcida anotando gols, esse ano a seca está presente. Quando voltar a melhor forma, certamente esse time estará mais forte.

Se a torcida andara com saudades de clássicos que realmente pudessem ser chamados assim, os rivais fizeram questão de acabar com ela. Quem não viu, perdeu.

Independentemente do resultado, valeu o jogo.

Não importa quem perdeu, não importa quem ganhou.

Como nos velhos tempos,

O clássico orgulhou a todos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pensando como grande

(Foto: Cristiano Andujar / Lancenet)
Uma das melhores maneiras de se formar um elenco é mesclando experiência e juventude. Os mais novos dão aquele gás e os mais velhos cadenciam. Os mais novos correm, os mais velhos freiam a correria. Os mais novos ficam ansiosos, os mais velhos tranquilizam. No fim, com a técnica dos dois lados, as coisas costumam dar certo.

Peguemos dois exemplos, as duas extremidades mais atenuantes dessa fórmula no elenco do Botafogo. Seedorf de um lado e o recém-chegado Bruno Mendes do outro. Seedorf é consagrado, jogador refinado dentro e fora dos campos. Trata a bola como a mãe mais carinhosa trata um filho. Pega, bota no colo e cuida bem. Seedorf, depois de tudo que conquistou, é sinônimo de grandeza. Assim como o Botafogo e sua bonita história. O holandês é o retrato do novo pensamento que está criando raízes em General Severiano. "Somos grandes, por que não podemos ser maiores ainda?". É assim, e tem que ser assim.

Enquanto Seedorf e Botafogo escreviam os capítulos mais recentes de suas histórias, Bruno Mendes dava os seus primeiro rabiscos no mundo da bola. Revelado pelo Guarani, comparado a Careca, o menino de cabelos encaracolados ainda tinha muito a percorrer para se tornar um grande jogador. Vai ser Romário, Ronaldo? Não sei. Mas parece querer. O primeiro passo foi dado. Saiu de um clube que já teve os seus momentos de glória, para chegar a outro que está tentando voltar ao caminho dos títulos. Assim como precisa de Seedorf, o Botafogo precisa de Bruno Mendes. Que precisa do Botafogo. Uma troca mútua de favores.

Bruno Mendes significa renovação. Significa olhar para a juventude como quem vê ali uma nova estrada rumo ao topo. Bruno Mendes é a mudança que o Botafogo deseja para si mesmo. Ter um jogador com fome de vitória e sede de títulos é fundamental. Ele vai crescer e carregar aqueles que estiverem ao seu lado. E para o jovem atacante, o Botafogo é a grandeza que ele precisa para aparecer, evoluir, e se tornar, quem sabe, um novo Careca, Romário ou Ronaldo. 

Que Bruno Mendes e Seedorf sejam a personificação dos novos pensamentos do Glorioso.

Que eles signifiquem renovação, grandeza e vontade de crescer ainda mais.

Afinal, para ser grande, não basta estar no meio deles.

É preciso pensar como um.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Carrossel de Seedorf


Quando Seedorf chegou, sua contratação foi vista de duas formas.

Alguns desconfiavam dos seus 36 anos, do alto valor que o Botafogo pagaria para ter um jogador de certa idade, de que não daria retorno financeiro em uma possível venda, e da sua capacidade técnica. Não que seja inteligente duvidar das qualidades de um jogador que jogou muita bola e foi campeão por onde passou, mas teve gente pensando que o holandês poderia não render porque estava velho. Essa palavra que perde o significado perante jogadores como ele, Seedorf.

A segunda maneira de enxergar a contratação do holandês era com extremo otimismo, imaginando que ele seria como Juninho para o Vasco ou Deco para o Fluminense. Aquele jogador acima da média, que carrega o time com sua técnica, inteligência, visão, decisão e outros atributos positivos. Jogando em um setor que já contava com jogadores de toque mais refinado como Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel e Elkeson, era de se esperar que o Botafogo se tornasse uma máquina, um novo tipo de Carrossel Holandês (esquema da seleção holandesa na Copa de 1974, onde jogadores muito qualificados não guardavam posição em campo), tendo Seedorf como seu pilar. 

Sem exagerar para nenhum dos lados, a realidade era simples. Seedorf faria grande diferença no time e no elenco do Botafogo, mas precisaria se adaptar ao futebol brasileiro, precisaria de tempo. Aos poucos, o holandês vem crescendo de produção, fazendo gols e tendo importante papel para o Glorioso. Hoje, contra o Cruzeiro, time correto, mas que, como todo time de Celso Roth, vai terminar entre o nada e o lugar nenhum, Seedorf foi o destaque da partida fazendo dois gols para virar o jogo e dando uma arrancada combinada com uma linda assistência para o gol que sacramentou a vitória.

Seedorf está se acostumando ao futebol do Brasil e, cada vez mais, se encaixando ao elenco e ao time do Botafogo.

A cada partida isso fica evidente.

Exageros à parte, hoje o Botafogo jogou, porque Seedorf jogou, acertou, fez gol, correu e deu passe.

Sem guardar posição.

Hoje, Seedorf foi o Carrossel Alvinegro.

Hoje, o Botafogo teve o carrossel de um homem só.

domingo, 1 de julho de 2012

Seedorf e o Grande Botafogo

(Foto: Montagem / Site oficial do Botafogo)
O Botafogo é sempre visto como o patinho feio entre os times grandes, principalmente no Rio de Janeiro. Aquele time que é alvo de piadas, chamado de pequeno, que não disputa títulos importantes há anos, enquanto os co-irmãos ganham uma taça relevante aqui e ali.

O importante é perceber que, com a chegada de Maurício Assumpção, atual presidente, o clube passou a fazer um esforço ímpar para mudar esse panorama. O Botafogo começou a exigir respeito. Conseguiu o arrendamento do Engenhão pelos próximos 30 anos, desenvolveu um dos melhores departamentos de marketing do país, começou a contratar jogadores que interessavam a outros clubes e são considerados caros, como Maicossuel, Elkesson, Loco Abreu, Renato, Jéfferson, Marcelo Mattos, todos na gestão do atual mandatário do clube.

Agora, em um passo muito ousado, contratou Seedorf. Uma baita notícia que vai colocar o alvinegro carioca na mídia com muito mais frequência que antes. Uma baita contratação que vai aumentar o nível técnico da equipe. Um baita jogador, vencedor por onde passou, e ainda tem fome de títulos. Um baita profissional, responsável, inteligente, respeitoso. Alguém que, com toda a certeza, trará muitos benefícios ao Botafogo. Seedorf pode ser aquele algo mais que faltava ao clube não só para vencer, mas para ter o espírito vencedor, algo que talvez faltasse ao Glorioso. Apesar de veterano, ainda é capaz de jogar em alto nível. 

Com Seedorf, o Botafogo faz história. Mostra a todos, principalmente aos grandes rivais, que pode brigar de igual para igual. Tanto dentro quanto fora de campo. O holandês chega para "colocar" o Botafogo em outro nível, entre os grandes. Colocar, entre aspas, porque o Botafogo já está lá, mas os rivais parecem não enxergar assim. Agora, certamente enxergarão.

O holandês alvinegro ou o alvinegro holandês, tanto faz, o importante é que ele chegou.

Os rivais que abram o olho e comecem, realmente, a enxergar.

O Botafogo é grande

E Seedorf está provando isso.
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