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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mudança, seja bem-vinda


Flamengo e Palmeiras têm algumas coisas em comum. O cenário político dos dois clubes é sempre muito tumultuado e acaba influenciando os resultados em campo. Os bastidores são repletos de armadilhas, manobras ardilosas, ou seja, são verdadeiros caldeirões. Não bastasse isso, os dirigentes eleitos sempre chegaram com discurso de mudança, garantindo, até o fim do mandato, que os clubes estariam mais fortes, brigando por títulos, recheados de craques e ocupando o lugar que merecem. Mas quase nunca essas ações realmente foram concretizadas. O reflexo disso é o atual estágio calamitoso no qual os dois se encontram, principalmente no que diz respeito ao aspecto financeiro.

Mas, agora, a situação parece mudar. Eduardo Bandeira de Mello e seu qualificado grupo de executivos chegou ao Flamengo, em dezembro, agindo diferente. Pés no chão, assumindo dívidas publicamente e tentando fazer tudo às claras. Mesmo sem dinheiro e sofrendo com penhoras, o rubro-negro vem conseguindo reforçar o elenco dentro das possibilidades, com boa atuação de Paulo Pelaipe, diretor de futebol, no mercado. Ainda é muito cedo para dizer onde tudo isso irá levar? Sim, mas o caminho escolhido parece ser o mais correto.

Como também foi correta a primeira atitude do novo presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, que ocupa o cargo há três dias. Ao lado do novo diretor executivo, José Carlos Brunoro, o mandatário confirmou que desistiu da contratação do argentino Riquelme, inicialmente tentada pela antiga diretoria. O meia elevaria a qualidade do meio-campo alviverde, mas há a questão financeira e o fato do ex-jogador do Boca Juniors não atuar desde a final da Libertadores do ano passado, dia 4 de julho. Certamente o salário de Riquelme seria altíssimo, onerando ainda mais os vazios cofres palestrinos. Primeiro gol de Paulo Nobre.

Mesmo estando em estágios iniciais de mandato, as duas diretorias dão claros sinais de que procurarão fazer uma administração mais austera, se preocupando primeiro em arrumar a casa para depois correr atrás do prejuízo. Fazer contratações milionárias para conquistar a torcida pode até adiantar em um primeiro momento, mas será que isso é válido mesmo, pensando a longo prazo? Óbvio que não.

Ambas diretorias parecem caminhar na mesma direção, fazendo o que é certo para o futuro dos clubes.

Mesmo que seja com passos pequenos, dia após dia, tudo indica que vão chegar ao final feliz.

O tempo mostrou que as direções passadas estavam erradas

E, provavelmente, vai mostrar que as atuais estão certas.

Basta esperar.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Tudo azul no Flamengo

Eduardo Bandeira, Zico e integrantes da Chapa Azul
(Foto: O Dia Online)
2013 vai chegar e, com ele, chegará também um novo presidente no Flamengo. Eduardo Bandeira de Mello (Chapa Azul) foi escolhido pela maioria dos sócios e deixou para trás Patrícia Amorim (Chapa Amarela) e Jorge Rodrigues (Chapa Rosa).

O carro-chefe de Eduardo Bandeira e da Chapa Azul foi a palavra modernização. Modernizar o Flamengo com uma gestão profissional é o que propõe o novo presidente e seus pares. Alguns cargos já têm seus nomes definidos e o que se espera é um grau de competência maior na administração do Fla. Todos os indicados são empresários reconhecidos em suas áreas e, assim, parecem ser os mais capacitados para levantar um clube inundado em dívidas e sucessivas gestões calamitosas. Em um ano de tantas notícias negativas, soa até estranho a melhor delas ter vindo logo da política, que na Gávea, como todos sabem, é um mar de lama.

O torcedor precisa ser realista e manter os pés no chão. Não adianta enxergar o vencedor como um Messias, como o salvador da pátria que vai transformar o Flamengo no Barcelona, Real Madrid ou Manchester United. Isso foge à realidade. Eduardo vai errar e acertar em todos os setores, até porque vai pegar um clube que vem sendo maltratado nos últimos anos. O trabalho, por mais competente que todos sejam, vai ser duríssimo. Há muito o que arrumar, principalmente nas finanças e no futebol. Nem de longe é das tarefas mais fáceis.

Mas se o trabalho vai ser duro, pelo menos há uma esperança na renovação. Renovação de pensamento, de filosofia, de nomes, de conduta. Os anos passam e as pessoas que se perpetuam no Flamengo são sempre os mesmos. Sopros de um vento renovado podem fazer bem ao Mais Querido. Além da renovação, há uma esperança no renascimento rubro-negro, não apenas como time de futebol, mas também como instituição. A instituição Flamengo precisa mudar, evoluir, voltar a ser referência de coisas boas e não de chacotas intermináveis. Clubes grandes, independentemente de ser o Flamengo ou não, precisam estar bem, no topo. É salutar para o futebol brasileiro como um todo.

E a chance do rubro-negro se reerguer parece ter chegado. Pode dar certo ou errado. São possibilidades que sempre vão existir.

Só o fato de tentar uma mudança já é altamente positivo.

Se vai funcionar, só o tempo dirá.

Uma coisa é inegável.

O céu vermelho e preto, que andou tão cinza em 2012, mudou de cor.

Agora tem uma pincelada de azul.
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