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domingo, 9 de setembro de 2012

Bucha de canhão

(Foto: Felipe Gabriel)
Você estava solteirão, de bobeira pela vida, quando aquela mulher maravilhosa te fisgou. Cada um pense como quiser. Loira, ruiva, morena ou  negra, magra ou sarada, alta ou baixa, que faz o estilo nerd ou mais descolado, com mais peito e menos bunda ou vice-versa. O que importa é que a mulher que você arrumou é um avião. Aquela Ferrari de parar o trânsito, aquela mulher que passa na rua e todos os caras babam. Aquela que é alvo das rivais, invejosas, que tentam diminuí-la. Mas não dá. Ela é um espetáculo. Tão boa que chega a ter milhares, milhões de fãs.

Vocês começam a namorar e, em pouco tempo, você conhece ela mais profundamente. Percebe algumas coisas que de fora não percebia. Ela é superficial, parecia ser muito melhor do que realmente é. Tem problemas em casa, é desorganizada. Na empresa onde trabalha, tem muitos funcionários com mais destaque que ela, inclusive aquelas três mulheres que ela odeia. A família é um problema, cheia de pilantra, um querendo se dar bem em cima do outro. Os fãs, coitados, continuam apaixonados pela mulher que você arrumou. Mal sabem eles o buraco onde você foi se meter. Buraco esse que é muito mais embaixo do que você pensava. O tempo te mostrou quem ela é de verdade.

Agora você, que estava na boa, curtindo a vida, pegando um sol, está tentando resolver o que pode. Está tentando melhorar a vida da sua namorada no trabalho e no dia a dia. Mas é difícil né? Ela te arrumou umas ferramentas tão ruins. Umas são velhas, meio enferrujadas, e se você tentar mexer com elas, vão chiar. As novas, que ela mesma criou, parecem não ser toda aquela maravilha que se dizia, pelo menos até agora. E a aparência? Ela se descuidou, está meio caída, o cabelo não tem mais aquela cor vívida de outrora, os olhos não brilham tanto, o corpo não é mais escultural. Ela embarangou. Mas você continua se esforçando, tentando.

E mentindo.

Mentindo descaradamente para si mesmo, para ela e para os fãs. Diz que ela continua legal, que está ótima, que as ferramentas são boas sim, só precisam de um pouco de óleo e mais trabalho. Balela, pura balela.

O ideal agora é ser sincero. Consigo mesmo e com todos.

Mentir não te ajuda em nada. É hora de falar todas as verdades que ela precisa ouvir.

Tua mulher já foi a melhor do pedaço, e não faz muito tempo. Agora não passa de um canhão.

E ai de você se não resolver o problema.

Culpado ou não, a bucha será você.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Bem-vindo de volta, Palmeiras


O maior clichê seria dizer que os dois lados tinham o verde da esperança para acreditar no título. Mas deixemos isso de lado.

Poderia dizer também que os dois mereciam o título. O Coritiba porque estava na final pela segunda vez consecutiva e vem fazendo um trabalho de gestão e montagem de elenco excelente, ano após ano, desde que foi rebaixado em 2009. O Palmeiras porque é grande, enorme, e carecia, nos últimos anos, de títulos que confirmassem sua condição.

Poderia dizer que a torcida do Coxa tinha que gritar esse título. Ser vice-campeão duas vezes seguidas, e em casa, é de doer no coração, na alma. Mas e a torcida do Palmeiras? Doze anos sem um torneio relevante, sempre esquecido nos cantos, sacaneado nas conversas enquanto os amigos rivais comemoravam. Os jovens palmeirenses, então, nunca viram o Palmeiras campeão. Um Campeonato Paulista e olhe lá.

Poderia dizer que o campeão deveria ser Marcelo Oliveira, técnico do Coritiba, que vem se destacando por montar times vistosos com jogadores medianos e precisava da taça para respaldar ainda mais esse trabalho. Felipão também deveria ganhar, não? Voltou ao Palmeiras em 2010, sempre teve elencos medíocres e levou o Palmeiras muito mais longe do que a equipe era capaz.

Os jogadores dos dois lados também tinham motivos para serem campeões. Do lado do Coritiba, os remanescentes queriam o título em 2012 para apagar a derrota em 2011. Do lado do Palmeiras, Marcos Assunção, que voltou ao Brasil por gostar do clube, João Vitor, agredido pela torcida em 2011, Valdívia, que mesmo após ser sequestrado ficou até o fim do torneio, Bruno, goleiro que virou titular na reta final com grandes atuações, Henrique, que também voltou pela relação especial,  Betinho, tão criticado na hora em que chegou, tão decisivo na hora em que precisou, entre outros. Nas duas equipes havia jogadores que deveriam ganhar o título.

Pena que o futebol não premia merecimento, nem é capaz de fazer duas equipes vencerem. Alguém tem que ganhar. Alguém tem que perder.

Os Coxas Brancas que me perdoem, mas o Palmeiras é grande demais para ficar escondido, diminuído.

Na Copa do Brasil 2012, os deuses do futebol olharam todas as camisas no começo da competição e viram o que o título significaria para cada uma delas. 

Escolheram o renascimento do Verdão.

Seja bem-vindo de volta, Palmeiras.

O grupo dos clubes grandes estava sentindo a sua falta

Agora não sente mais.
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