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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O castelo de cartas


Já experimentou fazer um castelo de cartas? Se sim, sabe que é uma tarefa árdua.

Qualquer movimento mal calculado, um segundo de desatenção, aquela leve brisa, um mínimo de mudança e... castelo ao chão.

É basicamente a situação de Dorival Junior. Dia após dia, o técnico rubro-negro precisa montar um castelo de cartas. O que significa isso? Significa não ter aquela famosa espinha dorsal construída, aquela base concreta, ou seja, não ter pelo menos um jogador de alto nível em cada setor do time. Com essa fragilidade, Dorival precisa medir cada movimento, cada passo dado, seja para atacar ou defender.


Nos dois últimos jogos, deu tudo certo e o castelo de cartas permaneceu em pé, firme, seguro, vitorioso. Já contra o Palmeiras...

Como dito anteriormente, um movimento mal calculado, um segundo de desatenção, aquela leve brisa e tudo pode ser perdido em questão de segundos. A leve brisa, hoje, responde pelo nome de Ibson. Ao fazer uma falta infantil, irresponsável e desnecessária logo no começo do jogo, recebeu um cartão amarelo e ficou pendurado. Ainda no primeiro tempo, fez mais uma falta e foi expulso. O castelinho, que, mais uma vez, estava conseguindo se equilibrar e permanecer em pé, ruiu.

Ibson disse que escorregou, que não tentou dar o carrinho. Escorregando ou não, o problema não foi a segunda falta e, sim, a primeira, que o fez pagar pelo erro e ser expulso.

Cabe à torcida não colocar os burros na frente da carroça e entender que o Flamengo de Dorival vai se reerguer, mas precisa de tempo. Vai oscilar, ganhar aqui, perder ali.

Enquanto isso, o técnico vai continuar montando seu castelo de cartas.

E torcer para que não bata outra leve brisa

Assim, o castelo fica em pé.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Espelhos

Barcos, o Pirata, comemora um dos gols que marcou
Quando nos olhamos no espelho vemos algo muito parecido do outro lado. Somos nós mesmos, com pequenas diferenças. Você mexe o braço direito, o reflexo mexe o esquerdo. Você anda pro lado direito, o reflexo anda para o esquerdo. E, assim, vocês são iguais e diferentes ao mesmo tempo.

Mais ou menos como Palmeiras e Botafogo, dois clubes muito parecidos, com algumas diferenças. Entre os quatro grandes de São Paulo, o Verdão é o que mais tem sofrido nos últimos anos. Assim como o Botafogo entre os quatro grandes do Rio de Janeiro. Tirando a Copa do Brasil de 2012, o alviverde não ganhou nenhum título de expressão nos últimos 12, 13 anos. O último Brasileirão conquistado foi em 1994. O Botafogo ganhou o Brasileirão em 1995 e, depois disso, nada de muito importante. Ambos foram rebaixados à Série B em 2002 e subiram de volta em 2003, juntos. 

Viram os principais rivais ganhando títulos. Libertadores, Mundial, Brasileiros, Copas do Brasil, sempre um ou mais rivais dos dois clubes ganhou um dos torneios. Ruim, não?

Nos últimos anos, os dois também vem ocupando um cenário parecido no futebol brasileiro. Sempre vistos como a quarta força do Rio e de São Paulo, nunca entram como favoritos nas competições que disputam e vão tentando recuperar o espaço perdido. Em 2012, o Botafogo conseguiu jogar um bom futebol, vem fazendo boa campanha no Brasileirão e contratou um astro internacional, Seedorf, o que o colocou em evidência. O Palmeiras conquistou a Copa do Brasil, conseguiu montar um elenco melhor que o dos últimos anos e voltará a Libertadores ano que vem. 

Ao se olhar no espelho hoje, Botafogo e Palmeiras enxergaram um ao outro. Iguais, com pequenas diferenças. Entre elas, estava a principal carência do alvinegro: o ataque.

O Palmeiras tinha alguém. O Botafogo, não.

Ao se olhar no espelho, o Botafogo não viu o seu ataque refletir, não havia ninguém.

Ao se olhar no espelho, o Palmeiras viu o reflexo acenando.

Barcos estava lá.
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